Muitos gestores de RH e administradores têm dúvidas: usar leitor facial para controle de ponto é legal? A resposta é sim — desde que essa solução esteja inserida em um sistema de ponto compatível com a Portaria 671/2021, que garanta integridade, rastreabilidade e conformidade legal. A seguir, entenda como isso funciona, o que a legislação exige e os benefícios de adotar essa tecnologia com segurança.
O que diz a Portaria 671 sobre registro eletrônico de ponto
A Portaria 671/2021 modernizou as regras do ponto eletrônico, revogando as antigas Portarias 1510 e 373, e estabeleceu três modelos válidos de registro de ponto eletrônico: REP‑C, REP‑A e REP‑P.
- REP‑C (Convencional): equipamentos físicos, com memória inviolável e capacidade de impressão.
- REP‑A (Alternativo): soluções usadas mediante autorização de convenção coletiva.
- REP‑P (Por Programa): sistema em software, com coletores físicos ou digitais integrados, operando em servidor ou nuvem.
Segundo o Portal Gov.br, o REP‑P “possibilitará aos empregadores disponibilizar registradores de ponto com a utilização das novas tecnologias, como a marcação de ponto mobile.” Esse modelo abre caminho para integrar leitores faciais, aplicativos e dispositivos modernos ao controle de jornada.
Como o leitor facial se encaixa no modelo REP‑P
Dentro desse contexto, o leitor facial atua como coletor de marcação presencial, conectado ao sistema REP‑P. Ele captura a face do colaborador, autentica com base no cadastro biométrico e envia o registro (entrada, saída, pausa) ao software central. Esse sistema é quem trata, valida e armazena os dados.
É importante destacar:
- O leitor facial não requer homologação — o que deve ser homologado é o sistema de ponto, conforme as exigências da Portaria 671.
- O leitor facial precisa estar corretamente integrado ao software de ponto que cumpre os requisitos legais.
- Em situações em que a marcação não possa ser feita através do leitor facial, o sistema REP‑P permite que o colaborador registre ponto pelo computador ou aplicativo no celular, mantendo o fluxo de controle.
- Muitos leitores oferecem modos alternativos (cartão, QR code, digital) para complementar ou reforçar a autenticação facial.
Distinção entre relógio facial (REP‑C) e leitor facial em REP‑P
Para evitar confusões, é importante diferenciar as duas formas de controle facial:
- Relógio de ponto facial (REP‑C): equipamento físico completo, homologado e certificado, que efetua marcações, armazena localmente e imprime comprovantes.
- Leitor facial integrado ao REP‑P: dispositivo de coleta física conectado a um sistema que processa e armazena registros digitalmente. O leitor não precisa ser homologado; quem precisa estar em conformidade é o software de ponto.
Essa distinção é essencial para entender que a solução via leitura facial dentro de um sistema REP‑P é juridicamente permitida sem que o dispositivo em si precise de certificação oficial.
Benefícios de usar reconhecimento facial no controle de ponto
Além da legalidade, adotar leitor facial no sistema REP‑P traz vantagens substanciais:
- Segurança contra fraudes: a biometria facial dificulta práticas como “ponto amigo”.
- Agilidade nas marcações: registro rápido e sem toque, ideal para ambientes com fluxo.
- Flexibilidade operacional: marcação híbrida — presencial via leitor facial e remota via app — no mesmo sistema.
- Valorização tecnológica e imagem moderna: ao adotar tecnologia de ponta, a empresa transmite inovação e cuidado com experiência do colaborador.
- Economia operacional: menos dependência de crachás, manutenção de dispositivos tradicionais e infraestrutura pesada.
Cuidados e boas práticas para garantir respaldo legal
Para que a solução de reconhecimento facial seja segura e juridicamente válida, recomenda-se:
- Verificar se o sistema de ponto está homologado conforme a Portaria 671.
- Garantir que o sistema gere comprovantes digitais, conforme exige a regra para o modelo REP‑P.
- Assegurar que o sistema produza relatórios como Espelho de Ponto, Arquivo de Jornada e AFD (Arquivo Fonte de Dados), conforme os anexos da Portaria 671.
- Ser transparente com os colaboradores sobre o uso da tecnologia: finalidade, segurança e acesso aos registros.
- Contratar fornecedor autorizado, com experiência, suporte, manutenção e garantia para todo o ciclo da solução.
Conclusão: sim, é permitido por lei!
Sim, o uso de leitor facial para controle de ponto é permitido pela legislação trabalhista — desde que inserido em um sistema REP‑P compatível com a Portaria 671/2021. A conformidade legal está no software de ponto, na integridade dos registros e no cumprimento das exigências previstas.
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